sábado, 27 de agosto de 2011

Asma na infância: Causas da asma e principais sintomas do ataque de asma


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A asma brônquica é uma doença pulmonar, que pode pôr a vida em perigo e, com freqüência, trata-se de uma doença crônica, isto é, a pessoa pode desencadear diversas crises por toda a vida. A asma brônquica causa problemas respiratórios, os quais, quando agudos se chamam ataque ou episódios de asma brônquica. Não se sabe até hoje como a pessoa adquire a asma, entretanto uma vez que se tem a doença, os pulmões podem reagir a estímulos e desencadear os ataques. Uma simples secreção gripal de resfriado ou infecção pode provocar uma crise asmática (Ballone 2001a).
ataque de asma
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Segundo Teles Filho (2003), em 2600 a.C., a asma foi descrita pela primeira vez no livro médico “A Teoria do Interior do Corpo”, conhecido como “Nei Ching”, escrito por Huang-Ti, o imperador amarelo. Em 1550 a.C., em Tebas, nos papiros de Ebers existiam algumas referências à asma aguda, cujo tratamento consistia na utilização de fezes de crocodilo ou de camelo associado a ervas como o meimendro ou cebola. Hipócrates (460-370 a.C.) descreveu a asma como um castigo divino, semelhante à epilepsia.
Thomas E. Willis (1621-1675), médico inglês, foi o primeiro a reconhecer que a asma se tratava de uma doença brônquica, ocorrendo uma constrição brônquica. Identificou um tipo de asma meramente pneumônica, onde as vias aéreas estão obstruídas e outra convulsiva, de origem nervosa, sem obstrução brônquica, provocada por uma câimbra das fibras móveis dos brônquios e vasos dos pulmões, diafragma e músculo do tórax. Em 1968, John Floyer fez referência a predisposição hereditária da asma, o qual identificou a diferenciação entre a asma convulsiva e a asma periódica, observando as reações dos pacientes na poluída e enfumaçada Londres, associando a qualidade do ar às crises de asma (Teles Filho, 2003).
Rozov (1999) define asma como uma condição clínica, alérgica, levando à hipersensibilidade brônquica. Esse fator está presente na formação dos pulmões, podendo combinar com outros fatores como alérgenos, temperatura, poluentes, umidade do ar, emoção, drogas, corantes, ocorrendo a crise conforme o grau de reatividade das vias aéreas.
As lesões das vias respiratórias podem ser crônicas, todavia, os quadros agudos são caracterizados por uma resposta aumentada da traquéia e brônquios, manifestada por estreitamento generalizado das vias aéreas secundárias a broncoespasmo (diminuição do calibre das vias respiratórias), edema de mucosas (inchaço) e hipersecreção (aumento de catarro ou muco). A resposta inflamatória tem sido apontada como a principal manifestação da asma (Holly e Holly, 1997).
De acordo com Rozov (1999), a asma aguda é uma desordem bastante comum, caracterizada por ataques de falta de ar ou sibilância (chiados), com variáveis graus de obstrução de vias aéreas. Como as respostas individuais são de vários tipos, o prognóstico da doença está relacionado com o grau de obstrução e a resposta que as vias aéreas dão aos diferentes estímulos. É possível que essa resposta esteja associada com determinados fatores, como idade, apresentação inicial do quadro obstrutivo e tabagismo na família.
Para Guyton (1987), a asma é vista, geralmente, como uma hipersensibilidade alérgica a substâncias estranhas no ar, principalmente o pólen das plantas. Os efeitos das reações alérgicas aumentam a resistência das vias respiratórias, o diâmetro dos brônquios diminui especialmente na expiração e em seguida abre um pouco durante a inspiração. A pessoa asmática pode inspirar apropriadamente, mas tem grande dificuldade de expirar, produzindo dispnéia ou falta de ar. O volume residual pulmonar aumenta muito durante a crise asmática devido à dificuldade de expirar.
Thorwald e Dahke (1997) definem o ataque de asma como um sufocamento que põe a pessoa em risco de vida. O asmático recebe em demasia o ar, os pulmões incham muito provocando um espasmo no momento de expirar, retém o ar e acaba se envenenando pelo fato de não conseguir expelir o ar usado. O fluxo respiratório é comparado ao equilíbrio de relacionamento entre o dar e receber de outras pessoas no seu relacionamento.

Catapora – cresce o número de casos por todo o Brasil


 
 

A doença
De nome científico varicela, trata-se de uma doença provocada por um vírus. Altamente contagiosa, porém benigna, atinge principalmente as crianças. É caratcterizada pelas manchas vermelhas na pele e pela coceira intensa. De modo geral, é uma doença pouco grave, desde que bem tratada.
Transmissão
A catapora pode ser transmitida pelo ar ou através do contato físico com a pessoa contaminada. Após a transmissão, o indivíduo permanece entre 14 e 21 dias sem apresentar sintomas, o que é conhecido como tempo de incubação. Em seguida, pontinhos vermelhos começam a aparecer pelo corpo, são parecidos como picadas de inseto. Nessa fase, a doença não costuma ser identificada facilmente. Depois de dois ou três dias, essas manchas crescem e tornam-se vesículas (bolhas cheias com um líquido transparente). Muitas vezes, essas bolhas surgem nas mucosas da boca, do nariz, dos olhos, entre outras. Outros sintomas são: febre baixa e dor de cabeça.
Fase final
Já no estágio final, o corpo fica com sinais variados, entre manchas, bolhas, feridas e crostas ressecadas. É essa fase que caracteriza a doença. Enquanto as feridas não cicatrizarem, é preciso manter o doente isolado, pois há forte risco de contaminação.
Vítimas da doença
O risco está em quem nunca teve a doença e que não foi prevenido com a vacina. Aos que já desenvolveram, as chances de a catapora voltar é mínima. No entanto, como esse vírus é o mesmo do herpes zóster (ou cobreiro), há a possibilidade de um indivíduo com baixa defesa ser atingido novamente após entrar em contato com doentes em fase de contágio. Quem tem algum tipo de doença imunodepressiva, como a Aids, por exemplo, deve manter distância desse vírus.
Crianças: cuidado especial
O tempo frio é favorável para a varicela, principalmente porque as pessoas costumam se reunir em locais fechados com maior frequência. Um forte exemplo é a escola, crianças estudantes possuem mais chances de serem contagiadas pelo vírus. Se a doença não for bem tratada ou se manifestar em crianças com resistência muito baixa, as complicações podem aumentar e apresentar problemas ainda maiores como:
Infecção bacteriana secundária: muitas vezes, a criança coça os caroços com unhas sujas, que podem estar contaminadas por bactérias. Se as bolhas contiverem líquido amarelo, é sinal de infecção;
Pneumonia: o vírus da doença pode entrar no organismo e provocar doenças mais sérias em outros órgãos, como pulmões;
Encefalite: é uma inflamação no cérebro. Se esta complicação for detectada rapidamente, as sequelas podem ser evitadas. Mas, se o tratamento for displicente, a doença pode até matar.
Precaução: vacina
Em Brasília, onde o caso de pessoas com catapora cresce vertiginosamente, a vacina está disponível em centros de vacinação ou clínicas particulares de pediatras ou dermatologistas. Mas, por causa da grande procura, em muitos centros médicos da região a vacina está em falta, pois os fornecedores não estão dando conta. A Secretaria da Saúde já registrou mais de 6 mil casos no Distrito Federal e quatro mortes por conta da doença em 2010, número inferior aos anos anteriores, porém tem aumentado a cada dia. O preço da dose de vacina contra a varicela está em R$ 170 e é indicada para todas as crianças com mais de um ano e para adolescentes e adultos que ainda não foram contagiados pelo vírus.
Tratamento da varicela
O doente deve ficar atento a uma determinação: não coçar. As bactérias são invisíveis e, ao entrar em contato com a ferida, podem infeccionar a região e causar escuridão na cicatriz. Para que não haja sequela, a indicação é tomar banho com permanganato de potássio, essa medida alivia a coceira e cicatriza mais rápido as feridas. Basta dissolver um pacote ou um comprimido em cinco litros d’água. Se houver início de infecção, antibióticos são receitados. O médico é muito importante para acompanhar o processo, o paciente não deve tomar nenhum remédio sem antes consultá-lo. Se as dores de cabeça ficarem intensas, é possível que tenha surgido alguma complicação.
Indicações
→ Corte sempre as unhas e deixe-as limpas;
→ Evite contato com pessoas com baixa capacidade de defesa;
→ Use roupas leves, para evitar calor e aliviar as coceiras;
→ Use luvas na hora de dormir, se a coceira incomodar muito;
→ Tente aliviar o prurido com talcos mentolados ou banhos com maisena.

Doença de Farber – acúmulo de ceramida nos lisossomas das células


 
A doença de Farber é hereditária, de transmissão autossômica recessiva, caracterizada por um déficit de ceramidase e por um acúmulo de ceramida nos lisossomas das células. O início pode ocorrer precocemente no momento do nascimento, na infância ou mais tarde, causando a morte no primeiro ano ou, em alguns casos, na fase adulta. 

É uma das raras formas de doença lisossômica, que apresenta vários tipos. Os sinais mais frequentes são: periarticular nódulos subcutâneos, contraturas (que conta para o exame clínico doloroso), rouquidão, atraso mental, irritabilidade, inflamações eritematosas periarticulares com tendência a infecções recorrentes, insuficiência renal e cardíaca, sintomas neurológicos e, por vezes, hepatoesplenomegalia. 

É uma doença autossômica recessiva, causada pela falta de atividade enzimática ceramidase ácido (uma hidrolase lisossomal que hidrolisa a ceramida para formar esfingosina e ácidos graxos), levando à acumulação intracelular de ceramidas. 

O diagnóstico é confirmado com a dosagem da atividade de ceramidase ácido ou estudando catabolismo ceramida lisossômica em leucócitos do sangue periférico ou fibroblastos cultivados da pele. 

A doença é prograssiva e a morte costuma aparecer antes da adolescência. Atualmente, não há uma forma de cura específica e o tratamento sintomático é baseado em antalgics, corticoterapia e cirurgia plástica.

Pele ressecada e pele descascando: Doença da pele – Psoríase e doenças dermatológicas


Estima-se que pelo menos 30% de 75 % de pacientes dermatológicos possuem fatores psíquicos significativos, associados ou contribuintes no desenvolvimento e evolução da enfermidade cutânea. Estes aspectos psicológicos podem interferir na indução, manutenção e exacerbação destas dermatoses (Cotapos & Gluck, 1994).
doença da pele, psoríasePatrús (1991; apud Gartner, 1998) menciona a questão do stress emocional associado a  diversas doenças dermatológicas, apontando para a exacerbação de sintomas, a partir da liberação através do sistema nervoso central de neuropeptídeos, secundariamente ao stress emocional. No caso da Psoríase, estes estariam estimulando a produção excessiva de hormônios adrenocorticotrópicos, ou seja, os denominados cortisóides e, possivelmente promoveria o surgimento e /ou agravamento da patologia.
Ballone (2001), relata o importante relacionamento entre os fatores psicológicos e o stress com as doenças infecciosas associados diretamente a psico–imunologia. Sendo que, uma das principais funções do equilíbrio do organismo (homeostasia) seria protegê-lo das agressões externas, impedindo as multiplicações dos agentes infecciosos e a formação de colônias internas, proporcionando resistência às infecções. As emoções estariam fortemente presentes na vulnerabilidade e na suscetibilidade a infecções.
Para o autor os mecanismos inespecíficos deste sistema de defesas seriam constituídos pela pele, cílios, presença de ácidos nas superfícies e substâncias inibidoras da proliferação de germes.
Ballone (2001), refere-se a estas infecções como doenças auto–imunes ou de auto–agressão. Nota-se que se tratam de doenças, cuja etiologia refere multifatores como o stress e os fatores psicossociais no desenvolvimento, evolução e agravamento. As quais desenvolveriam reações imunológicas levando a lesões localizadas ou sistêmicas. Fazendo parte deste grupo de doenças a artrite reumatóide, o lúpus eritematoso sistêmico, a esclerose sistêmica progressiva, a polimiosite – dermatomiosite, a tireoidite autoimune, a colite ulcerativa e outras.
Para Iamada (2001), no campo das doenças dermatológicas consideradas como moléstias relacionadas a alterações emocionais, seja agravando–as ou agindo como uns dos fatores desencadeantes, podemos considerar a Psoríase, a alopecia areata, a neurodermite, o vitiligo, entre outras.

Crianças com orelhas muito grandes: Orelhas desproporcionais – Síndrome Abruzzo-Erickson


Criança com orelhas muito grandes- Hipospadia e síndrome de Abruzzo-Erickson
Orelhas muito grandes e com dificuldades de audição pode ser um dos sintomas da doença relativa à Síndrome Abruzzo-Erikson
orelha muito grande
orelha de abano
Esta doença é caracterizada pela combinação de fenda palatina, coloboma, hidrospadias, orelhas grandes e salientes com surdez, baixa estatura e sinostose humero radial.
Esta combinação que forma a síndrome é uma doença rara com poucos casos relatados na literatura.
Entre as características apresentadas pelos pacientes, alguns apresentavam espaçamento entre os dedos bem como sinostose ulnar, com defeito nas unhas.
A baixa estatura também foi um aspecto característico nesta síndrome com alguns casos de redução de até um quinto da altura esperada.
O aspecto das orelhas grandes provocam impressão estranha na aparência e as crianças apresentam algum comprometimento como surdez parcial.
O retardo mental não estava presente. A  hipospadia coronal com comprometimento no  desenvolvimento dos genitais foi presente em alguns casos.Algumas crianças ainda apresentavam fenda palatina bem como uma rugosidade anormal do palato. Uma modalidade recessive X-lig da herança foi proposta para esta síndrome. Os pacientes receberam um aparelho auditivo para combater a deficiência auditiva

Dismorfismo facial, anomalias nas mãos e defeitos cardíacos em crianças: Síndrome de Char


Criança com anomalias nas mãos e Doença cardíaca em crianças: Síndrome de Char
A doença cardíaca em crianças pequenas pode estar relacionada a diferentes fatores. No caso da doença cardíaca infantil associada à doença de Char ou síndrome de Char, esta síndrome associa diversas características o quer a torna uma doença rara.
defeito nas mãos
defeito nas mãos
Na síndrome de Char ocorre defeito na comunicação interventricular ou defeitos congênitos complexos, anormalidades como polidactilia intersticial, simfalangismo distais dos dedos: a fusão das articulações distais, politelia (supranumerários mamilos), anomalias do pé (fusão da articulação interfalangiana ou clinodactilia, polidactilia intersticial, sindactilia), estrabismo, de leve a moderado atraso do desenvolvimento, occipital proeminente, etc.
Esta doença  é uma síndrome autossômica dominante, conhecida por ser associada a mutações no geneTFAP2B, a codificação de um fator de transcrição. A proporção de casos causados por mutações é desconhecida. O teste pré-natal para as famílias em que ha mutação causadores de doenças tem sido identificada em pelo menos um membro da família. Para gestações associadas com risco aumentado, exames de ultra-som pré-natal pode identificar anormalidades nas mãos ou pés, bem como defeitos congênitos complexos.
Como é uma característica normal do feto, não pode ser usado como um marcador diagnóstico in utero. O foco principal para manejo de pessoas com síndrome de Char diz respeito ao envolvimento cardiovascular. A Gestão de PDA após o período neonatal imediato é determinado pelo grau de desvio da aorta para a artéria pulmonar. A ligadura cirúrgica ou oclusão ductal no cateterismo são opções de tratamento. Não existem dados disponíveis sobre o sucesso da cirurgia plástica para as características faciais na síndrome de Char. O atendimento pediátrico preventivo deve ser oferecido para as anomalias associadas, como problemas visuais e atraso do desenvolvimento, que pode ser melhorado através da intervenção precoce. O prognóstico depende da possibilidade da presença de malformações cardíacas associadas.

Criança com cabelos brancos: Síndrome de Gricelli – Síndrome hemofagocitica – Cabelos grisalhos em crianças


Criança com cabelos brancos e a diferença na Síndrome de Gricelli –  Síndrome hemofagocitica – Cabelos grisalhos em crianças
Crianças com cabelos brancos não é um sinal comum principalmente se este sintomas estiver associado a uma síndrome denominada Síndrome Hemofagocitica.
criança com cabelo branco
criança com cabelo branco
A Síndrome hemofagocitica ou síndrome de Gricelli é uma doença rara causada por mutações no gene que codifica Rab27a. Miosina 5a eRab27a os  quais estão ligados e localizados para a região cromossômica 15q21 e que codificam para proteínas, que são fatores chave do transporte vesicular intracelular. A Miosina Va regula o transporte de organelas em ambos os melanócitos e células neuronais, enquanto Rab27a, regula vias exocitica, especialmente grânulos citotóxicos a exocitose.
O defeito citotóxico causado por mutações Rab27a é responsável pelo desencadeamento da síndrome hemofagocitica.
Nesta doença devido a mutações no MLPH, um gene que codifica melanofilim, que forma um complexo proteico com 27 Rab e miosina Va participando do transporte de melanossomos em melanócitos.
Ocorre como sintomas da doença a Hipopigmentação da pele e do cabelo, formando cabelos brancos ou grisalhos de forma precoce em crianças e adolescentes.
Esta doença  é acompanhada pela presença de grandes agregados de pigmento em cabelos e da acumulação de melanossomas maduros nos melanócitos.
A Síndrome de Griscelli síndrome (GS) pode ser distinguida da Síndrome de Chediak-Higashi (ver este termo) pela falta de grânulos gigantes de granulócitos.
O aconselhamento genético pode ser realizado e o diagnóstico pré-natal da GS1 e 2 podem ser realizadas através biópsia de vilo corial por seqüenciamento do gene ou MYO5A Rab27a, respectivamente.
O Tratamento para a Síndrome Tipo 1 é apenas sintomático. No caso da Síndrome tipo 2, a síndrome hemofagocitica é muitas vezes fatal, e a única cura é o transplante de medula óssea.