terça-feira, 4 de outubro de 2011

Penicilina

História

Alexander Fleming, o descobridor da penicilina.
A penicilina foi descoberta em 1928 quando Alexander Fleming saiu de férias e esqueceu algumas placas com culturas de microrganismos em seu laboratório no Hospital St. Mary em Londres. Quando voltou, reparou que uma das suas culturas de Staphylococcus tinha sido contaminada por um bolor, e em volta das colônias deste não havia mais bactérias. Então Fleming e seu colega, Dr. Pryce, descobriram um fungo do gênero Penicillium, e demonstraram que o fungo produzia uma substância responsável pelo efeito bactericida: a penicilina. Esta foi obtida em forma purificada por Howard Florey , Ernst Chain da Universidade de Oxford e Norman Heatley, muitos anos depois, em 1940. Eles comprovaram as suas qualidades antibióticas em ratos infectados, assim como a sua não-toxicidade. Em 1941, os seus efeitos foram demonstrados em humanos. O primeiro homem a ser tratado com penicilina foi um agente da polícia que sofria de septicémia com abcessos disseminados, uma condição geralmente fatal na época. Ele melhorou bastante após a administração do fármaco, mas veio a falecer quando as reservas iniciais de penicilina se esgotaram. Em 1945, Fleming, Florey e Chain receberam o Prémio Nobel de Fisiologia ou Medicina por este trabalho. A penicilina salvou milhares de vidas de soldados dos aliados na Segunda Guerra Mundial. Durante muito tempo, o capítulo que a penicilina abriu na história da Medicina parecia prometer o fim das doenças infecciosas de origem bacteriana como causa de mortalidade humana.A penicilina ajudou muito a sociedade daquela época e hoje também.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

FUNGOS
MICOLOGIA estudo dos fungos (= mikas ; myketos).
Os fungos são organismos eucariontes não vasculares, heterótrofos que se alimentam digerindo, através de exoenzimas, e depois ingerindo, ao contrário dos animais que ingerem para posteriormente digerirem. Nas classificações antigas eram agrupados no reino Metaphyta (Vegetal), juntamente com as plantas, posteriormente, foram agrupados no reino Protozoa (Protista), com algas e protozoários. Porém, a tendência atual é classificar os fungos num reino a parte, o reino Fungii (Fungi), em virtude de suas características peculiares.
Características  Gerais
Os fungos ou seus esporos são encontrados praticamente em todos os ambientes: água, terra, ar e nos organismos (como parasitas ou mutualísticos). Suas células eucarióticas possuem membrana esquelética de quitina (polissacarídeo que aparece no exoesqueleto de artrópodes). Apresentam também outras características de animais, como glicogênio (reserva de açúcar) e centríolos.
Estrutura
Os fungos são compostos por células especiais chamadas hifas, e o emaranhado destas constituem o micélio. Podemos diferenciar os fungos de acordo com suas hifas.
Septadas
Hifas separadas umas das outras através de um septo. Podem ser:
Uninucleada Hifas que possuem apenas 01 núcleo
Multinucleada Hifas que possuem 01 ou mais núcleos
Cenocíticas
Hifas que não possuem septos que separam umas das outras
Estrutura Corporal
Os fungos podem ser divididos em Mixomicetos e Eumicetos.
I. Mixomicetos
Fungos primitivos, saprófitos e constituem grandes massas citoplasmáticas pluricelulares.
Locomovem-se através de pseudópodos.
II. Eumicetos
São os fungos verdadeiros.
O corpo dos fungos é formado por numerosos filamentos denominados hifas. A hifas formam um emaranhado que se chama micélio.
Reprodução
Os fungos apresentam reprodução assexuada e reprodução sexuada.
Reprodução Assexuada
Fragmentação: A reprodução assexuada por fragmentação é a mais simples observada nos fungos. Um micélio fragmenta-se (quebra-se) e origina dois novos micélios.
Brotamento ou Gemulação: Algumas leveduras como Saccharomyces cerevisae (que causa a fermentação da cerveja) reproduz-se através de brotamento, ou seja, a formação de um broto, que geralmente se separam do genitor, mas podem permanecer unidos, formando cadeias de células.
 
Esporulação: Reprodução através da formação de esporos, células dotadas de paredes resistentes, que ao germinar, produzem hifas.
Reprodução Sexuada
a) Zigosporo: A reprodução sexuada por zigosporos ocorre quando hifas de sexos opostos entram em contato e formam hifas especialidas chamadas gametângios, que crescem uma em direção à outra e se fundem. Um ou mais núcleos se fundem com o do sexo oposto formando zigitos diplóides. A região onde os gametângios se fundiram diferencia-se em uma estrutura esférica onde o zigoto sofrerá meiose e cada um dos 04 esporos haplóides formados darão origem a um novo micélio.
b) Ascósporo: Ocorre também com o encontro de hifas de sexos diferentes, neste caso as hifas se fundem originando células com 02 núcleos. Em algumas células esses núcleos se fundem originando um núcleo zigótico diplóide, que sofrerá mitose e originará 08 núcleos haplóides chamados ascósporos. A hifa onde ocorreu tudo isso é chamado de asco.
c) Basidiósporo: Com o encontro de hifas de sexos diferentes e fusão nuclear, formam um micélio com hifas binucleadas. Essas hifas se organizam em uma estrutura compacta chamada de basidiocarpo. No basidiocarpo, algumas hifas se diferenciam em basídios, onde ocorre a fusão dos núcleos, resultando num núcleo zigótico diplóide, que sofre mitose e origina 04 esporos haplóides denominados basidiósporos.

OS SERES VIVOS Reino dos fungos


           Você já ouviu falar em mofos ou bolores? Em certas condições eles ocorrem em paredes, na roupa, nos sapatos, no pão, nas frutas, etc. E em micoses? São causados por fungos. Frieiras, monilíase ("sapinho") são exemplos de micoses.
            Ao reino dos fungos pertencem todos os seres conhecidos por mofos, bolores, cogumelos e leveduras. São seres vivos sem clorofila e podem ser unicelulares ou pluricelulares. Não possuem um tecido verdadeiro e suas células apresentam parede celular de quitina. A área da ciência que estuda os fungos é a micologia.
            Os fungos pluricelulares geralmente apresentam filamentos microscópicos chamados hifas. Elas se entrelaçam formando uma espécie de massa, que recebe o nome de micélio. No cogumelo-de-chapéu, o micélio apresenta "abas" onde se encontram inúmeras hifas férteis, produtoras de esporos.
            Os fungos podem viver de temperaturas que variam de 60 °C a -10 °C. Como heterotróficos, necessitam de alimento preexistente para a sa sobrevivência. Desenvolvem-se bem em lugares úmidos, com pouca luz e com matéria orgânica que usam para se alimentar.
            A maioria deles, assim como as bactérias, obtêm alimento decompondo a matéria orgânica do corpo de organismos mortos. Alguns obtêm alimento de outros seres vivos, com os quais se associam. Assim, os fungos podem ser decompositores, parasitas ou mutualísticos.
            Os decompositores (ou saprófitas) são fungos que se nutrem da matéria orgânica do corpo de organismos mortos (ou de partes que podem se destacar de um organismo, como pele, folhas e frutas que caem no solo), provocando a sua decomposição. Certos fungos, por exemplo, causam o apodrecimento de frutas ou de restos de vegetais e animais.
            Os parasitas são aqueles que vivem à custa de outro ser vivo, prejudicando-o e podendo até matá-lo. Muitas doenças dos vegetais são provocadas por fungos parasitas, como aqueles que atacam as folhas do café, causando a "ferrugem do café". Nos seres humanos, podemos citar o fungo Candida albicans, que pode se instalar na boca, faringe e outros órgãos, provocando o "sapinho".
            Os mutualísticos são aqueles que se associam a outros seres e ambos se beneficiam com essa associação. O líquen, por exemplo, é uma associação entre um fungo e uma alga. A alga, que tem clorofila, faz fotossíntese, produzindo alimento para ela e para o fungo. Este, por sua vez, absorve do solo água e sais minerais, que são, em parte, cedidos para a alga.
            Os fungos apresentam reprodução assexuada e sexuada.
            O mecanismo de reprodução dos fungos pode ser muito variado e relativamente complexo. Tomaremos como exemplo os cogumelos-de-chapéu e descreveremos sua reprodução de maneira simplificada.
            Nos cogumelos-de-chapéu, os esporos são produzidos no "chapéu", que contém estruturas chamadas de esporângios, formadas por hifas férteis. Uma vez produzidos pelos esporângios, os esporos são eliminados, podendo se espalhar pela ação do vento, por exemplo. Encontrando condições favoráveis, num certo local, os esporos germinam e originam hifas que formarão um novo fungo.
            A idéia mais comum que temos a respeito dos fungos é a de que eles crescem e se desenvolvem em lugares úmidos ou sobre alimentos estragados. Por isso, nunca pensamos neles como seres vivos muito importantes para a nossa vida e mesmo para o meio ambiente. Para demonstrar tal importância, vamos estudar agora alguns tipos de fungos.
            Os fiomicetos podem ser aquáticos ou terrestres e unicelulares ou pluricelulares. Como exemplo de fiomicetos, podemos citar os do gênero Rhizopus, conhecidos como bolor preto do pão. A maioria dos fiomicetos, assim como dos demais grupos de fungos, vive como decompositores. Assim, contribuem para a reciclagem da matéria na natureza.
            Entre os ascomicetos, podemos citar as leveduras, que são muito importantes para a produção de bebidas, como a cerveja, o vinho e o saquê, e para a fabricação de pães e bolos. No grupo dos ascomicentos, inclui-se o fungo Penicillium notatum, que produz um antibiótico poderoso e muito famoso, a penicilina.
            Também chamados cogumelos, alguns fungos deste grupo são comestíveis, outros não. Há fungos tóxicos que podem até matar se ingeridos em quantidade. Apenas o conhecimento e a prática podem ajudar na identificação de um fungo tóxico ou não tóxico.
Cogumelos comestíveis - cultivo
            O cultivo de champignon - um cogumelo comestível - no Brasil vem crescendo a cada ano e já é feito em grande escala nos estados de São Paulo e do Paraná.
            A técnica de cultivo consiste, inicialmente, em germinar esporos em um meio de cultura, composto de ágar, água de batata e algas marinhas. Vão se formar hifas e, mais tarde, micélios. Os micélios, então, são transferidos para outro meio de cultura, onde são sucessivamente repicados, originando novos micélios. Esta etapa dura em torno de um mês.
            Num segundo momento, os micélios são transferidos para um novo composto, formado de palha, bagaço de cana e outros componentes orgânicos misturados à terra. Neste composto, após vinte dias, os micélios originarão os primeiros cogumelos, que são colhidos a cada sete dias, durante um mês.
            Todas as etapas de cultivo são realizadas em galpões de construção simples, mas inteiramente vedados á luz, com controle de umidade e temperatura.
            A produção brasileira atual chega a 7 kg/m², ainda baixa, se comparada com a de países europeus - onde o controle de cultivo é totalmente computadorizado -, que é de 25 kg/m².
            Os cogumelos comestíveis contém de 2 a 10% de proteínas e são ricos em vitaminas do complexo B e sais minerais (potássio, cálcio, fósforo e magnésio).

Febre da Mordedura de Rato


O uso de luvas é imprescindível para profissionais que manuseiam cobaias
Ratos podem causar em nossa espécie a febre da mordedura do rato: doença rara e fatal. Apesar do nome, o indivíduo pode também ser infectado ao ingerir alimentos que tiveram contato com a saliva do animal; ou quando colocam à boca mãos ou objetos contaminados com suas fezes ou urina.

Quando o sujeito, por exemplo, ingere leite contendo Streptobacillus moniliformis e apresenta sintomas, dizemos que são decorrentes da febre de Haverhill. Quando se trata de mordedura, chamamos de estreptobacilose. Essa última se caracteriza pela manifestação de febre, vômitos e dores musculares e articulares e, após poucos dias, erupções cutâneas nas mãos e nos pés.

Caso não seja tratado, o indivíduo pode desenvolver complicações, tais como endocardite, pneumonia, pericardia e infartos.

Já a espiroqueta Spirillum minus é capaz de desenvolver uma variedade dessa doença denominada sodoku, quando se é mordido por este roedor. Neste caso, após a cicatrização do local, a inflamação reaparece, aproximadamente dez dias depois, acompanhada de febre, mal-estar, dor e aparecimento de ínguas. Esses sintomas podem cessar por poucos dias e reaparecer novamente, caso o tratamento não seja feito.

Assim, indivíduos de áreas urbanas onde há pouca higiene; pessoas que possuem esses roedores como animais de estimação; pesquisadores que têm contato com esse tipo de cobaia e alguns biólogos de campo, estão sujeitos, caso não tomem os devidos cuidados; que consistem no uso de luvas, lavar as mãos constantemente e evitar colocá-las na boca quando estiver próximo dos animais.

Em caso de mordedura, a ferida deve ser lavada com água e sabão, sendo imprescindível o atendimento médico. O profissional poderá analisar a necessidade de o paciente ser vacinado contra raiva e tétano.

Para diagnóstico, a análise de amostras de sangue é necessária, a fim de identificar as bactérias no material ou utilizá-lo para cultivo em culturas.

Para tratamento, a penicilina é indicada; entretanto, em casos de alergia, essa pode ser substituída por eritromicina, no caso de febre causada pela Streptobacillus moniliformis, ou tetraciclina para a sodoku.

O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE:
A automedicação pode ter efeitos indesejados e imprevistos, pois o remédio errado não só não cura como pode piorar a saúde.

DOR DE CABEÇA


Sensações que podem dificultar a realização de atividades.
A dor de cabeça é uma sensação dolorosa que pode se manifestar de várias formas, na cabeça, no rosto ou no pescoço. Pode ser provocada por diversos fatores como extensão da musculatura dos ombros, pescoço, crânio e face, problemas neurológicos, hipertensão, disfunção tempromandibular, ansiedade, depressão, irritação e outros. Por existirem várias formas de desencadear a dor de cabeça existem aproximadamente 300 tipos de dor de cabeça.

Dentre as diversas formas de dor de cabeça, as mais freqüentes são as causadas por:

- Contrações musculares: provocam tensões nos músculos da face, pescoço, ombro, crânio e do diafragma num longo período de estresse, cansaço e outros.

- Dilatação dos vasos sanguíneos cerebrais: ao se dilatarem pressionam os nervos e provocam a dor.

- Infecção ou aumento da pressão cerebral: também conhecida como dor secundária, é provocada quando há alguma doença como sinusite, tumores cerebrais, meningite, etc.

A dor de cabeça não pode ser considerada como doença, pois como pode ser percebido, é sempre um sinal de que algo está funcionando de forma anormal. Dessa forma, o importante é buscar orientação médica para fazer o diagnóstico correto e o tratamento adequado.

Como a forma mais comum é a tensional, normalmente o tratamento é feito baseado em métodos que aliviam a tensão muscular e ainda a ingestão de analgésicos, antiinflamatórios, relaxantes musculares, tranqüilizantes e antidepressivos.

Obs.: Quando ocorrerem dores de cabeça com freqüência ou três vezes em uma mesma semana, deve-se procurar o mais rápido possível um especialista, pois pode ser um sinal de um grave problema que necessita de tratamentos.

Doenças Fúngicas


Esporotricose: doença causada pelo fungo Sporothrix schenckii.

Muitas espécies de fungos são capazes de causar doenças em vegetais e animais, inclusive da nossa espécie. Encontrados no ar, em plantas, solo, água, alimentos, animais e objetos inanimados; podem colonizar a pele, genitais, e trato gastrointestinal e respiratório.

Alguns fungos, como a Candida albicans, vivem em nosso organismo sem, no entanto, causar danos. Porém, em casos onde há um aumento de sua população, estes organismos podem causar danos à pessoa acometida. No caso da candidíase, nome dado à infecção desta espécie de fungo, o indivíduo paciente tem corrimento genital de aspecto semelhante a requeijão, coceira e dor ao urinar.

Apesar de serem bastante incômodas e, geralmente, de tratamento mais longo do que o indicado para outras infecções, doenças fúngicas raramente oferecem risco de vida a pacientes saudáveis. Entretanto, até mesmo uma micose pode se mostrar como ameaça à vida de indivíduos imunocomprometidos, tais como soropositivos, indivíduos que sofreram queimaduras extensas, portadores de diabetes e leucêmicos. Infecções fúngicas são, inclusive, uma das principais causas de morte em pessoas nestas condições.

Fungos do gênero Aspergillus, por exemplo, são bastante agressivos, podendo comprometer os brônquios e, em casos mais raros, sistema nervoso central e o trato gastrointestinal. Alguns fungos podem, também, liberar toxinas – as chamadas micotoxinas. Estas, além de reações alérgicas, podem provocar, a longo prazo, doenças renais e hepáticas.

Considerando a grande variedade e versatilidade dos fungos, pode ser interessante conhecer mais um aspecto destes seres vivos.

Poliomielite


A gotinha contra a paralisia infantil.
A poliomielite é uma doença viral transmitida principalmente através de gotículas de saliva emitidas por pessoas contaminadas, ou através da ingestão de água e alimentos contaminados por fezes contendo carga viral, propensa ao desenvolvimento da doença.

Os sintomas e afecções característicos podem resultar: em febre passageira acompanhada de mal-estar, em distúrbios irreparáveis do sistema nervoso e órgãos do sistema muscular. Atingindo normalmente as crianças, acometidas por paralisia infantil, quando não ocasiona falência orgânica.

As medidas profiláticas (preventivas) para controle dessa doença são:

- Evitar contato com pessoas doentes;
- Cuidados com o preparo dos alimentos, lavando bem as frutas e legumes antes de comê-los.
- Cuidados quanto à qualidade da água, certificando-se que seja realmente potável (própria ao consumo);
- E procurar orientação nos postos de saúde ou campanhas de multivacinação, para que sejam vacinadas as crianças (duas doses da Vacina Sabin).
O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE:
A automedicação pode ter efeitos indesejados e imprevistos, pois o remédio errado não só não cura como pode piorar a saúde.